quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Novamente a dor me devorava, da mesma maneira que uma onça devora sua presa. Me mantive calada, quieta, chorar não adiantaria, gritar pouco menos. O que me restava a fazer era me conformar, pedir para a sorte continuar ao meu lado para a dor não acabar comigo de uma só vez, implorar pra ela me poupar para o amanha, prometendo a mim mesma que transformaria aquela situação um ensinamento, que lutaria pela minha sobrevivencia e pela minha alegria. Crendo que com o amanhecer minhas forças seriam renovadas pelos raios do sol, mesmo que esses raios estivessem encobertos por nuvens negras e sombrias, eu daria um jeito de conseguir renascer. E se a dor um dia resolver voltar, eu tentarei combate-la, com tudo o que me resta, e a minha arma secreta será o amor. Eu usarei todo o amor que tenho guardado, quantas vezes for preciso, por que eu sei que um dia minha vitória vai chegar.